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sur le développement des zones arides et semi-arides

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Universidade Federal de Pernambuco (2020)

Segurança alimentar e nutricional e a convivência com o semiárido na percepção de moradores do Sertão de Pernambuco

FIGUEIREDO, Amanda Tayná Tavares de

Titre : Segurança alimentar e nutricional e a convivência com o semiárido na percepção de moradores do Sertão de Pernambuco

Auteur : FIGUEIREDO, Amanda Tayná Tavares de

Université de soutenance : Universidade Federal de Pernambuco

Grade : Mestrado em Nutrição 2020

Résumé
O Nordeste foi a região mais afetada pela seca registrada no Brasil entre 2012 e 2015, uma das maiores secas na história recente do país. Apesar da fome ser historicamente vinculada a estiagens, os problemas alimentares do Sertão não resultam exclusivamente da escassez hídrica e estão relacionados às iniquidades sociais presentes neste território. Neste sentido, o paradigma da convivência com o semiárido fomenta alternativas de desenvolvimento social, econômico e ambientalmente sustentáveis de forma contextualizada às especificidades desta região. Este trabalho objetivou analisar a situação de segurança alimentar e nutricional e as percepções de moradores de áreas afetadas pela seca no sertão de Pernambuco. Foi utilizado um método misto, correspondente a um estudo transversal e uma investigação qualitativa exploratória-descritiva. Os dados foram coletados por questionários socioeconômicos, demográficos, agrícolas e pela Escala Brasileira de Insegurança Alimentar em 252 domicílios, e por entrevistas semiestruturadas com 53 moradores dos mesmos. A análise se deu por caracterização socioeconômica, demográfica e de produção agrícola dos domicílios, identificação da magnitude da insegurança alimentar, regressão logística de Poisson e análise de conteúdo por categorias temáticas. A região estudada apresentou elevada magnitude de insegurança alimentar (74,6%) e a insegurança grave (9,1%) foi a menos prevalente entre as demais. Os fatores estaticamente associados à insegurança compreenderam o esgotamento sanitário, a renda per capita e a quantidade de moradores dos domicílios. Nas percepções sobre a seca e o semiárido o comprometimento da alimentação emergiu de forma direta e transversal, sendo relacionado principalmente ao desemprego e aos impactos da estiagem na produção agrícola para o autoconsumo das famílias produtoras. As mudanças na vida familiar foram percebidas positivamente pela maioria dos entrevistados, com referências relativas a um passado de maior vulnerabilidade e destaque ao Programa Bolsa Família e cisternas enquanto principais condicionantes das melhorias. Embora a prevalência da insegurança alimentar tenha apresentado elevada magnitude, associada a marcadores de grande vulnerabilidade social, as percepções identificadas demonstram a ocorrência de uma redução relativa de tal vulnerabilidade. Tais achados evidenciam a importância de políticas sociais no enfrentamento da insegurança alimentar e nutricional com ampliação do acesso aos alimentos entre as famílias, sobretudo diante do agravamento de vulnerabilidades socioeconômicas com a seca.

Présentation

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Page publiée le 19 décembre 2022