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Instituto Nacional de Pesquisas Espacias (INPE) Brésil (2006)

Impactos climáticos regionais da mudança de vegetação no semi-árido do nordeste brasileiro

Souza Solange Silva de

Titre : Impactos climáticos regionais da mudança de vegetação no semi-árido do nordeste brasileiro

Auteur : Solange Silva de Souza

Université de soutenance : Instituto Nacional de Pesquisas Espacias (INPE)

Grade : Doutorado 2006

Résumé
No presente estudo avaliou-se os impactos climáticos regionais devido a mudanças de vegetação, através de simulações numéricas de longo prazo com o modelo regional Eta/SSiB do CPTEC/INPE, no qual se incluíram modificações para operar em modo climático. O trabalho foi realizado em duas Etapas. Na Etapa I, avaliou-se a mudança climática da região semi-árida do Nordeste do Brasil (NEB) devido a modificações no bioma natural de caatinga para possíveis biomas tropicais. Na simulação controle preservou-se a caatinga do NEB. No experimento de conversão em floresta, a caatinga do NEB foi substituída para floresta tropical ; no de savanização, para savana ; no de semidesertificação, para arbusto latifoliado com solo exposto ; no de desertificação, para solo nu. Cada experimento consistiu de 5 integrações de 2 anos. Em média anual, média em área, a conversão em floresta e a savanização levaram ao aumento da precipitação e da evapotranspiração e à redução da convergência de umidade ; a semidesertificação e a desertificação, à redução da precipitação, da evapotranspiração e da convergência de umidade. Na conversão em floresta, o aquecimento diabático aumentou e o adiabático diminuiu. A redução do aquecimento adiabático foi decorrente de anomalias de ascendência acima de 850 mb. Abaixo deste nível, ocorre divergência atmosférica e divergência de umidade ; acima, convergência. Na savanização, na semidesertificação e na desertificação, o aquecimento diabático diminuiu e o adiabático aumentou. A redução do aquecimento diabático foi devido a anomalias de subsidência em baixos níveis. Nos níveis abaixo de 700 mb ocorreu divergência atmosférica e de umidade ; acima, convergência. A redução da convergência de umidade provém da divergência de umidade nos níveis abaixo de 700 mb. Em todos os cenários, a redução da convergência de umidade foi devido à divergência atmosférica em baixos níveis. Os impactos sobre o clima tendem a se posicionar nas vizinhanças do NEB. Na Etapa II, investigou-se o impacto no clima sazonal quando inserido uma representação mais realista e atualizada da vegetação sobre a região da Amazônia Legal (AMZ) e do NEB. No controle, utilizou-se o mapa de vegetação originalmente usado no CPTEC (controle) ; na simulação, o mapa de vegetação elaborado pelo Projeto Proveg do CPTEC/INPE (PROVEG). Cada experimento consistiu de 5 integrações de 8 meses. Verificaram-se impactos significativos nos climas sazonais das estações de verão (DJF) e outono (MAM) austrais, representativos do trimestre mais chuvoso da AMZ e do semi-árido do NEB, respectivamente. Anomalias de precipitação foram encontradas nas vizinhanças das regiões modificadas. Na região desflorestada observou-se, em ambas estações, anomalias negativas de precipitação ao longo da região costeira e anomalias positivas em direção ao continente, seguindo a região desflorestada. No NEB, verificaram-se anomalias positivas de precipitação sobre as regiões em que a vegetação de caatinga foi substituída por cultivos agrícolas, principalmente durante o trimestre MAM. Adicionalmente, foram detectadas anomalias negativas sobre as regiões litorânea e semi-árida do NEB. As mudanças no padrão do clima sazonal foram decorrentes de efeitos locais sobre as regiões com vegetação modificada. Portanto, a utilização do modelo Eta/SSiB permitiu a identificação de padrões de anomalias próximos das áreas degradadas e de circulações de mesoescalas, as quais só são observadas a partir de simulações com modelo de alta resolução.

Présentation

Page publiée le 10 mars 2008, mise à jour le 15 juillet 2017