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Instituto Nacional de Pesquisas Espacias (INPE) (2002)

Conseqüências climáticas da mudança de vegetação do Nordeste brasileiro : um estudo de modelagem

Daisuke Oyama Marcos

Titre : Conseqüências climáticas da mudança de vegetação do Nordeste brasileiro : um estudo de modelagem

Auteur : Marcos Daisuke Oyama

Université de soutenance : Instituto Nacional de Pesquisas Espacias (INPE)

Grade : Tese de Doutorado 2002

Résumé
Realiza-se um estudo de modelagem para avaliar as consequências climáticas de alterações da vegetação do Nordeste brasileiro (NEB). Utiliza-se o MCGA do CPTEC/COLA. Na parte I, mantêm-se os biomas fixos durante toda a integração. No controle, o NEB 6 coberto por caatinga. No experimento de desertificação, converte-se a caatinga do NEB para solo nu ; no de conversão em florestas, para florestas tropicais. Cada experimento consiste em 5 rodadas de 1 ano. Em média anual, regionalmente, a desertificação leva a um enfraquecimento do ciclo hidrológico : precipitação (P), evapotranspiração (E) e convergência de umidade (C) diminuem. Na conversão em florestas, E aumenta, e C e P diminuem. Em ambos os experimentos, o aquecimento diabático diminui e o adiabático aumenta. O aumento de aquecimento adiabático decorre de anomalias de subsidência concentradas em baixos níveis. Nos níveis abaixo de 850 mb, ocorrem anomalias de divergência atmosférica e de umidade ; acima, de convergência. A redução de C provém de intensas anomalias de divergência de umidade nos níveis abaixo de 850 mb. Em grande escala, em ambos os experimentos, os impactos não ficam confinados ao NEB, mas se estendem para outras regiões. A conclusão final da parte I é que o clima do NEB é sensível a mudanças extremas de sua cobertura vegetal, particularmente A desertificação. Na parte II, modificam-se os biomas de acordo com as condições climáticas. Para relacionar clima e vegetação, desenvolve-se um modelo de vegetação potencial (MVPot) que é acoplado assincronamente ao MCGA do CPTEC/COLA. A partir de médias mensais de precipitação e temperatura, o MVPot diagnostica o bioma em equilíbrio com esses valores. O MVPot consegue representar a distribuição dos principais biomas tanto em escala global quanto para o Brasil e, como aplicação imediata, utiliza-se o MVPot para avaliar o efeito de mudanças climáticas globais (futuras e passadas) na distribuíção de biomas do Brasil. Na parte II, realizam-se 3 experimentos : controle, deserto e floresta. No controle, integra-se o MCGA por 10 anos utilizando o mapa de biomas potenciais (não há mudanças de biomas durante toda a integração). No deserto e na floresta, os biomas (exceto gelo) são convertidos em deserto e floresta tropical, respectivamente, e então se inicia a integração ; os biomas são atualizados a cada 3 anos com o uso do MVPot. Após 5 iterações (15 anos de integração), atingem-se os estados de equilíbrio climático. Os biomas e o clima da ultima iteração são tomados para análise. 0 experimento de floresta leva ao estado de equilfbrio atual ; o de deserto, a um novo estado, no qual parte da Amazônia é substituída por savanas, aparece semi-deserto na zona mais árida do NEB e a Mata Atlântica se estende ao norte. Os ecossistemas nativos do Brasil vêm sendo degradados. Nesse contexto, os resultados deste trabalho permitem elaborar a seguinte hip6tese : no NEB e na Amazônia, a ação antrópica e as mudanças climáticas globais agiriam, conjuntamente, para levar o sistema climático a um estado de equilíbrio mais seco que o atual.

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Page publiée le 10 mars 2008, mise à jour le 5 juillet 2017