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Universidade Federal Rural de Pernambuco (URFPE) 2018

Pedogênese e diversidade microbiana em planossolos sob processo de desertificação na região semiárida de Pernambuco

NEVES, Laércio Vieira de Melo Wanderley

Titre : Pedogênese e diversidade microbiana em planossolos sob processo de desertificação na região semiárida de Pernambuco

Pedogenesis and microbial activity in planosols under desertification process in semi-arid region of Pernambuco

Auteur : NEVES, Laércio Vieira de Melo Wanderley

Université de soutenance : Universidade Federal Rural de Pernambuco (URFPE)

Grade : Doutorado em Ciência do Solo 2018

Résumé
Os estudos pedológicos em núcleos de desertificação, principalmente abordando a pedogênese e diversidade microbiana, são escassos. As mudanças nas propriedades mineralógicas, na diversidade microbiana de grupos funcionais ligados ao N, P, Fe e no estoque do carbono em Planossolos com diferentes níveis de degradação são fatores preponderantes na pedogênese por definir suas propriedades edáficas. Sendo assim, os objetivos deste trabalho foram caracterizar microbiológica, morfológica, física, química, mineralógica e micromorfologicamente Planossolos desenvolvidos sobre rochas ácidas, inseridos na região do Núcleo de Desertificação Cabrobó. Para tanto, foi selecionado um perfil de Planossolo em área vegetada e outro em área sem vegetação (área degradada). Os perfis foram descritos morfologicamente e amostras deformadas e indeformadas foram coletadas para fins de análises físicas, químicas, mineralógicas, micromorfológicas, petrográficas, análise total, extração seletiva de ferro e os estoques de carbono. Também foi avaliada a diversidade microbiana em suas estruturas e abundância, por técnicas independentes de cultivo como : Biomassa Microbiana do Solo (BMS), respiração basal, a Reação em Cadeia da Polimerase em tempo real (qPCR) e DGGE (Eletroforese em Gel com Gradiente Desnaturante) de grupos funcionais ligados ao P, N e Fe. A biodisponibilidade de N e P foi testada pela abundância dos genes (AOB) envolvidos na oxidação do amônio, e pelos genes ligados a fosfatase alcalina (phoD). A fixação de N foi testada pela atividade da nitrogenase na redução do acetileno (ARA). Os resultados das análises mineralógicas e micromorfológicas mostraram que a argilação é o principal processo envolvido na formação dos horizontes B plânico por alteração dos feldspatos nos Planossolos estudados. O Planossolo descrito na área vegetada foi enquadrado no SiBCS como PLANOSSOLO HÁPLICO Eutrófico típico (SXe1), possui os minerais secundários compostos por argilas aluminosas do tipo beidelita e caulinita, com rota de alteração ; feldspato-K/biotita- Ilita- beidelita/caulinita. Enquanto que o Planossolo descrito na área sem vegetação foi enquadrado como PLANOSSOLO HÁPLICO Eutrófico solódico lítico (SXe2) e possui montmorilonita e caulinita na fração argila. Os horizontes pedogenéticos comportam nichos distintos com diferenças nas estruturas e abundância de comunidades microbianas, entre os horizontes de um mesmo perfil e entre as áreas avaliadas. Uma possível seleção de bactérias ocorreu por indução da profundidade e pelas condições específicas de cada horizonte (atributos físicos e químicos), inclusive nos genes ligados a fosfatase alcalina. Entre os microorganismos diazotróficos de vida livre foi detectado diversidade nas estruturas e na abundância de comunidades inclusive com a presença de archaeas. Os valores médios de similaridade indicaram pouca separação de comunidades de diazotróficos no SXe1 – área vegetada e uma clara existência de duas comunidades distintas no SXe2 – área sem vegetação. Este perfil também apresentou 30% de redução no estoque de carbono em comparação ao SXe1 – área vegetada. A fixação de nitrogênio foi confirmada pela atividade da enzima nitrogenase através do teste de redução do acetileno (ARA) que mostrou eficiência para todos os horizontes pedogenéticos. Além disso, os testes com os genes lidados a bactérias amônio oxidantes (AOB) também confirmou a presença dos organismos que atuam na ciclagem e disponibilidade do nitrogênio.

Présentation

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Page publiée le 27 février 2019