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Universidade Federal de Sergipe (2012)

Regeneração natural da flora lenhosa em um remanescente de caatinga sob diferentes níveis de perturbação, no semiárido sergipano

Soares, Natalie da Mota

Titre : Regeneração natural da flora lenhosa em um remanescente de caatinga sob diferentes níveis de perturbação, no semiárido sergipano

Auteur : Soares, Natalie da Mota

Université de soutenance : Universidade Federal de Sergipe

Grade : Mestrado em Ecologia e Conservação 2012

Résumé partiel
Estudos sobre a dinâmica da regeneração natural são de grande interesse científico, por serem essenciais na determinação dos tratamentos silviculturais e na elaboração correta de planos de manejo, permitindo um aproveitamento racional e permanente dos recursos florestais. O presente trabalho foi realizado com o objetivo de estudar a regeneração natural, investigando-se a capacidade de resiliência de três ambientes de Caatinga, sob diferentes níveis de intervenção antrópica. O trabalho foi realizado em remanescente localizado no Alto Sertão Sergipano, pertencente à Unidade de Conservação Monumento Natural Grota do Angico (MONA - latitude 09º39’36" S e longitude 37º47’22" O). Foram selecionadas três áreas, baseando-se no zoneamento ambiental do plano de manejo da UC : Zona Primitiva (1.777,83 ha), que envolve os remanescentes mais conservados de Caatinga ; Zona de Uso Extensivo (49,93 ha), considerada uma zona de nível médio de degradação ; e, por fim, Zona de Recuperação (83,82 ha), uma área de Caatinga muito alterada, que deve ser futuramente recuperada para atingir um melhor estado de conservação. Para as análises da regeneração natural, foram instaladas 15 parcelas de 2 x 20 m onde foram amostrados todos os indivíduos de espécies lenhosas (vivas), com diâmetro ao nível do solo (DNS) menor que 3 cm e altura mínima de 15 cm. Os levantamentos ocorreram nos meses de janeiro e maio de 2012, quando foram coletadas as alturas e os diâmetros dos indivíduos de cada espécie. Para a análise dos aspectos estruturais do estrato regenerativo, os indivíduos levantados foram divididos em quatro classes de tamanho : Classe 1 - indivíduos com altura variando de 0,15 m a 0,49 m ; Classe 2 - indivíduos com altura variando de 0,50 m a 1,49 m ; Classe 3 - indivíduos com altura variando de 1,50 m a 2,5 m e Classe 4 - indivíduos com altura superior a 2,5 m. Para caracterizar a estrutura da regeneração natural, foram obtidos os valores de densidade, frequência e a regeneração natural total por espécie. A diversidade florística dos três ambientes foi estimada pelos índices de Shannon-Weaver (H ) e de equabilidade de Pielou (J ). Analisou-se também o grau de similaridade florística entre os ambientes, por comparação entre os mesmos, utilizando-se o índice de similaridade de Jaccard ; e outra para verificar o padrão de distribuição espacial das espécies na comunidade, pelo cálculo do índice de Payandeh. Dezessete táxons foram identificados ao nível de espécie, 2 gêneros e 1 indeterminado. Ao todo, foram amostrados 333 indivíduos pertencentes a 14 famílias botânicas, 19 gêneros e 20 espécies. As famílias com maior riqueza de espécies no estrato regenerativo foram Fabaceae-Mimosoideae (4) e Fabaceae-Caesalpiniodeae (3), que apresentaram 31,3 e 33,3% das espécies no primeiro e segundo levantamento. Os menores números de abundância relativa foram registrados para Myracrodruon urundeuva Allemão, Schinopsis brasiliensis Engl., Mimosa tenuiflora (Willd.) Poir., Mimosa sp., Piptadenia stipulacea (Benth.) e Sp. (Indeterminada). De maneira geral, as espécies em fase mais avançada do ciclo vegetativo (Classes III e IV) foram pouco registradas em todo o levantamento, abrangendo apenas 19% dos indivíduos nos três ambientes durante a primeira avaliação. As espécies que apresentaram maiores valores de densidade absoluta foram : Commiphora leptophloeos (Mart.) J.B. Gillett, Poincianella pyramidalis (Tul.) L.P.Queiroz, Jatropha mollissima (Pohl) Baill. e Bauhinia cheilantha (Bong.) Steud.. As espécies que apresentaram os maiores índices de regeneração natural (RNT%) foram : Bauhinia cheilantha (50,6%), Jatropha mollissima (38,2%), Poincianella pyramidalis (29,1%) e Commiphora leptophloeos (27,5%) no primeiro levantamento ; e Poincianella pyramidalis (30,3%), Bauhinia cheilantha (29,0%) e Commiphora leptophloeos (23,5%) no segundo levantamento.

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Page publiée le 15 mars 2019