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Universidade Federal do Ceará (2016)

Dinâmica do nitrogênio e emissão de gases de efeito estufa em solo de manguezal no semiárido

QUEIROZ, Hermano Melo.

Titre : Dinâmica do nitrogênio e emissão de gases de efeito estufa em solo de manguezal no semiárido

Nitrogen dynamics and greenhouse gases emission in mangroves soil in semi-arid regions

Auteur : QUEIROZ, Hermano Melo.

Université de soutenance : Universidade Federal do Ceará

Grade : Mestrado em Solos e Nutrição de Planta 2016

Résumé
Muitos são os fatores que podem alterar o funcionamento do ecossistema manguezal, porém, dentre eles, o efluente da carcinicultura, vegetação de mangue e a variação sazonal das precipitações podem alterar as propriedades do solo no que rege a forma e disponibilidade de nitrogênio no manguezal. Com isso, objetivou-se por meio de três capítulos, avaliar os efeitos desses fatores : 1) nas formas de nitrogênio presente no solo e nos fluxos de gases de efeito estufa (CO2 e CH4) ; 2) na mineralização do nitrogênio no solo de mangue, por meio de experimento de umedecimento e drenagem similar as condições naturais de variação da maré ; e 3) na distribuição das frações do nitrogênio orgânico no solo e na contribuição dessas frações no processo de mineralização. No primeiro capítulo foi realizado um trabalho de caracterização para determinar as formas de nitrogênio presente no solo e quantificar os fluxos de gases de efeito estufa (CO2 e CH4), a fim de verificar a capacidade do manguezal em desempenhar suas funções ecológicas, apesar da pressão antrópica. Verificou-se que o nitrogênio orgânico, representa 99% do nitrogênio total do solo e o amônio é a forma mineral mais abundante nos solos de mangue. O fluxo de CO2 foi mais constante na área que recebeu o efluente da carcinicultura, como resultado da entrada de nutrientes advindo do efluente. A variação da maré foi o fator que mais contribuiu para a entrada de nutrientes, afetando a capacidade do manguezal em desempenhar suas funções ecológicas. No segundo capítulo, com os resultados do experimento de umedecimento e drenagem, observou-se que a maior oferta de nitrogênio não refletiu em maior mineralização, por outro lado, os períodos seco e chuvoso foram os fatores que mais influenciaram na mineralização do nitrogênio. O nitrogênio preservou-se na sua forma orgânica, indicando recalcitrância do solo de mangue. O terceiro capítulo teve como foco determinar e quantificar as frações do nitrogênio orgânico, uma vez que a maior parte do nitrogênio no solo encontra-se nessa fração, podendo ser mineralizado e tornar-se disponível. Verificou-se que as condições anaeróbicas, comuns aos manguezais, promovem a degradação de frações mais recalcitrantes e o aumento de frações mais lábeis do nitrogênio. Concluiu-se também que o despejo do efluente da carcinicultura, altera a distribuição das frações do nitrogênio orgânico no solo

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Page publiée le 15 mars 2019