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Universidade Federal do Ceará (2016)

Ecofisiologia, nutrição e análise econômica da palma forrageira sob diferentes manejos no semiárido brasileiro

LOPES, Marcos Neves

Titre : Ecofisiologia, nutrição e análise econômica da palma forrageira sob diferentes manejos no semiárido brasileiro

Ecophysiology, nutrition and economic analysis of cactus pear under different managements in the brazilian semiarid

Auteur : LOPES, Marcos Neves.

Université de soutenance : Universidade Federal do Ceará

Grade : Doutorado em zootecnia 2016

Résumé
Objetivou-se avaliar as relações hídricas, fluorescência da clorofila ‘a’, estado nutricional, acúmulo e exportação de nutrientes, eficiência nutricional, características morfofisiológicas e viabilidade econômica da palma forrageira cv. Gigante, adubada com combinações de nitrogênio (N) e fósforo (P) nas frequências de colheita anual e bianual. A pesquisa foi realizada nas regiões semiáridas de Quixadá e Tejuçuoca, no estado do Ceará, Brasil. Estudaram-se nove combinações de N e P a partir de cinco doses de N (10 ; 70 ; 100 ; 130 e 190 kg ha-1 ano-1) e cinco doses de P2O5 (10 ; 70 ; 100 ; 130 e 190 kg ha-1 ano-1) num delineamento em blocos casualizados, em arranjo de parcelas subdivididas, com quatro repetições (parcelas). As doses combinadas de N e P influenciaram as variáveis da fluorescência da clorofila ‘a’, destacando-se as eficiências quântica potencial e efetiva do FSII e taxa de transporte de elétrons nas diferentes ordens de cladódios, avaliadas nos períodos seco e chuvoso, para as regiões de Quixadá e Tejuçuoca. Em Quixadá, para biomassa de forragem total (BFT), na colheita anual, registrou-se máximo valor (3522,9 kg ha-1 ano-1) na combinação N/P2O5 de 134,6/190,0 kg ha-1 ano-1. Para BFT na colheita bianual, constatou-se valor máximo de 1583,2 kg ha-1 ano-1 na combinação N/P2O5 de 114,6/136,8 kg ha-1 ano-1. Para eficiência de uso da chuva (EUC) na colheita anual, observou-se máximo valor (4,1 kg ha-1 mm-1) na combinação N/P2O5 de 126,6/190,0 kg ha-1 ano-1. Para EUC na colheita bianual, constatou-se valor máximo de 4,1 kg ha-1 mm-1 na combinação N/P2O5 de 114,6/136,8 kg ha-1 ano-1. Em Tejuçuoca, para BFT na colheita anual, constatou-se valor máximo de 9783,0 kg ha-1 ano-1 na combinação N/P2O5 de 137,7/190,0 kg ha-1 ano-1. Para BFT na colheita bianual, verificou-se maior valor (12124,0 kg ha-1 ano-1) na combinação N/P2O5 de 190,0/56,8 kg ha-1 ano-1. Para EUC na colheita anual, constatou-se máximo valor (14,9 kg ha-1 mm-1) na combinação N/P2O5 de 139,7/190,0 kg ha-1 ano-1. Para EUC na colheita bianual, registrou-se valor máximo de 19,9 kg ha-1 mm-1 na combinação N/P2O5 de 190,0/130,0 kg ha-1 ano-1. De modo geral, nas duas regiões, os teores estimados de macro e micronutrientes nas doses para máxima produção e para 90% da máxima situaram-se dentro da faixa adequada, definida pelo índice balanceado de Kenworthy. Em Quixadá, com colheita anual, constatou-se a seguinte ordem de acúmulo de macronutrientes : K > Ca > N > Mg > S >P. Para os micronutrientes, verificou-se Mn > Fe > B > Zn. Com colheita bianual, para os macronutrientes, observou-se Ca > K > S > N > Mg > P. Para os micronutrientes, verificou-se Mn > Fe > B > Zn. Em Tejuçuoca, com colheita anual, para os macronutrientes, constatou-se a seguinte ordem : K > Ca > N > Mg > S > P. Para os micronutrientes, observou-se Mn > Fe > B > Zn. Com colheita bianual, para os macronutrientes, verificou-se K > N > S > Ca > Mg >P. Para os micronutrientes, constatou-se Mn > Fe > B > Zn. As combinações de N e P influenciaram os índices de eficiência nutricional nas regiões de Quixadá e Tejuçuoca, nas duas frequências de colheita. Em Quixadá, a colheita bianual é a mais recomendada no médio/longo prazo, adotando-se combinação N/P2O5 de 114,6/136,8 kg ha-1 ano-1. Em Tejuçuoca, a combinação N/P2O5 de 190,0/56,8 kg ha-1 ano-1 sob colheita bianual maximiza a produção de biomassa de forragem total. Em Quixadá, a maior viabilidade é alcançada nas seguintes situações : (I) adotando-se colheita anual, com venda como muda e combinação N/P2O5/Preço de 173,4/190/0,25 e (II) colheita bianual, com venda como muda e combinação N/P2O5/Preço de 184,9/190/0,25. Em Tejuçuoca, o sistema apresenta maior viabilidade nas seguintes situações : (I) adotando-se colheita anual, com venda como muda e biomassa fresca e combinação N/P2O5/Preço de 190/190/0,25 ; (II) colheita bianual, com venda como biomassa fresca e combinação N/P2O5/Preço de 190/136,5/0,10 e (III) colheita bianual, com venda como muda e combinação N/P2O5/Preço de 156,5/190/0,25.

Présentation

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Page publiée le 6 février 2020