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Universidade Estadual da Paraíba (2018)

Aplicação de ácido salicílico e inoculação com Bradyrhizobium mitigam os efeitos da restrição hídrica em cultivares de feijão-caupi

Andrade, Wellerson Leite de

Titre : Aplicação de ácido salicílico e inoculação com Bradyrhizobium mitigam os efeitos da restrição hídrica em cultivares de feijão-caupi

Auteur : Andrade, Wellerson Leite de

Université de soutenance : Universidade Estadual da Paraíba

Grade : Mestre em Ciências Agrárias 2018

Résumé
O déficit hídrico causa danos em diversos níveis fisiológicos nas plantas de feijão-caupi, principalmente em condições de clima semiárido, onde as secas são frequentes ao logo dos anos, assim como observado no Nordeste brasileiro. Entretanto o feijoeiro possui múltiplos mecanismos de defesa para contornar o déficit hídrico, que podem ser expressados por genótipos tolerantes ou com aplicação de atenuantes do déficit hídrico. Com tudo, objetivou-se com o presente trabalho avaliar a interação da adubação foliar com ácido salicílico e a inoculação de Bradyrhizobium sobre parâmetros de crescimento, fisiológicos e bioquímicos de feijão-caupi em condições de estresse hídrico. Quatro genótipos de feijão-caupi foram cultivados, no viveiro florestal do município de Campina Grande, sob duas lâminas de irrigação : W100 (sem estresse) e W50 (com estresse), com 100% e 50% da reposição hídrica da evapotranspiração, respectivamente, monitoradas com auxílio de um evaporímetro. Foram aplicadas duas doses de ácido salicílico, sem ácido salicílico e com ácido salicílico, na concentração de 1,0 mM e por fim duas formas de inoculação (uma com bactérias do tipo Bradyrhizobium nas sementes de feijão- caupi e outra sem inoculação). A combinação dos quatro fatores (4 GEN x 2 LAM x 2 AS x 2 RY) resultou em 32 tratamentos, arranjados no delineamento blocos casualizados, com quatro repetições e parcela experimental composta de quatro plantas. Durante os 25 dias de condução do experimentos as plantas de feijão-caupi foram feitas as primeiras medidas de crescimento e em seguida a aplicação do ácido salicílico, após o período de 11 dias as plantas foram avaliadas quanto ao potencial hídrico foliar, e coletadas para analises bioquímicas, onde foram utilizadas para analises bioquímicas apenas a parte aérea da planta. A aplicação do Bradyrhizobium junto (com estresse), com 100% e 50% da reposição hídrica da evapotranspiração, ao ácido salicílico promoveu a manutenção do status hídrico dos genótipos BRS Marataoã, BRS Aracê e BR 17 Gurguéia em condições de déficit hídrico. Já a inoculação do Bradyrhizobium de forma isolada favoreceu a manutenção do status hídrico na cultivar BRS Aracê, enquanto que o ácido salicílico de forma isolada promoveu a manutenção do status hídrico nas cultivares BRS Marataoã e BRS Aracê. A inoculação do Bradyrhizobium com a aplicação de ácido salicílico, em condições de déficit hídrico, garantiu a manutenção principalmente da taxa de crescimento absoluto das cultivares BRS Marataoã e BR 17 Gurguéia, além da área foliar para o BR 17 Gurguéia e da massa seca para o BRS Marataoã, através dos aumentos na concentração de prolina para ambos e da atividade da Superóxido Dismutase apenas para BRS Marataõa. A inoculação do Bradyrhizobium favoreceu a manutenção principalmente da taxa de crescimento absoluto, área foliar e massa seca das cultivares BRS Marataoã e BRS Aracê, em condições de déficit hídrico, por meio do aumento de prolina e da atividade da ascorbato peroxidase em ambos, além do aumento da atividade da catalase na cultivar BRS Aracê. Ainda, a inoculação promoveu o aumento da maioria dos parâmetros de crescimento na cultivar BR 17 Gurguéia, pelo aumento nos níveis de prolina. A aplicação de ácido salicílico, em condições de déficit hídrico, garantiu a manutenção da maioria dos parâmetros agronômicos em todas as cultivares avaliadas. Participaram do processo de mitigação dos efeitos do déficit hídrico, na cultivar BRS Rouxinol, a prolina e a superóxido dismutase ; em BRS Marataoã, a prolina e a catalase ; e em BRS Aracê, a prolina, a ascorbato peroxidase e a catalase.

Présentation

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Page publiée le 22 avril 2019