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Universidade Federal de Pernambuco (2018)

“Para não deixar morrer a agricultura [familiar]” : projetos, estratégias e práticas de uma história de resistência no semiárido pernambucano

CUNHA, Andrews Rafael Bruno de Araújo

Titre : “Para não deixar morrer a agricultura [familiar]” : projetos, estratégias e práticas de uma história de resistência no semiárido pernambucano

Auteur : CUNHA, Andrews Rafael Bruno de Araújo

Université de soutenance : Universidade Federal de Pernambuco

Grade : Doutorado – Sociologia 2018

Résumé
No Brasil, a agricultura familiar teve de enfrentar um conjunto de obstáculo para o seu desenvolvimento. Historicamente coadjuvante nas políticas do Estado, a sua continuidade implica um processo de adaptação contínuo de seus agentes, que resistem para conquistarem e manterem sua autonomia relativa. Estes processos de adaptação e resistência revelam um agricultor que se planeja, está orientado para um fim e fundamentado em uma prática tradicional, agindo intencionalmente dentro de uma estrutura social. O objetivo central deste estudo foi, então, identificar e analisar os projetos, as estratégias e as práticas de resistência desenvolvidas/adotadas pelos agricultores familiares do Semiárido pernambucano, tomando como referência o Assentamento Rural da Reforma Agrária Lyndolpho Silva, localizado numa área de sequeiro do município de Petrolina/PE, considerando seus percursos nesse contexto. Os objetos mais específicos da análise foram : o contexto do Semiárido brasileiro ; o agente social agricultor familiar ; os conceitos e aspectos de seus projetos, estratégias e práticas ; e as formas de acesso e apropriação das políticas públicas, sociais e produtivas. Como metodologia, utilizamos a observação, a análise documental e a entrevista semiestruturada. Os resultados apontaram que seus principais projetos são de estruturação de suas áreas para a produção de culturas e criação de animais que possibilite a vida da terra. Suas estratégias são de busca pelo acesso a uma terra e à água, escolha por culturas e animais adaptados às condições do Semiárido e organização coletiva e associada para a produção e venda de produtos. Suas práticas revelam seu caráter tradicional-familiar, organizando o trabalho através da família e objetivando a constituição de um patrimônio que permita a sua reprodução. São também práticas a migração, a pluriatividade, a ajuda mútua e a reciprocidade, a poliprodução, a participação do mercado de trocas e o acesso às políticas públicas.

Mots Clés  : Sociologia ; Agricultura de regiões áridas ; Projetos de desenvolvimento agrícola ; Trabalhadores rurais

Présentation

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Page publiée le 19 janvier 2020