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Universidade Federal Rural de Pernambuco (URFPE) 2019

Comunidades microbianas e estoque de carbono e nitrogênio em luvissolo crômico sob diferentes níveis de degradação no semiárido do Brasil

SANTOS, Tiago de Oliveira

Titre : Comunidades microbianas e estoque de carbono e nitrogênio em luvissolo crômico sob diferentes níveis de degradação no semiárido do Brasil

Microbial communities and carbon and nitrogen stocks in chromic luvisol under different degradation levels in Brazil’s semiarid

Auteur : SANTOS, Tiago de Oliveira

Université de soutenance : Universidade Federal Rural de Pernambuco (URFPE)

Grade : Doutorado em Ciência do Solo 2019

Résumé
A desertificação é uma realidade agravante no semiárido tropical e atualmente tem sido alvo de diversos estudos que buscam estabelecer relações entre a vegetação, o solo e a microbiota residente. O objetivo deste trabalho foi avaliar alterações na atividade, estrutura e abundância de comunidades microbianas em Luvissolos crômicos, inseridos no Semiárido pernambucano sob diferentes níveis de desertificação, bem como identificar quais atributos do solo moldam as comunidades, definindo indicadores de qualidade ambiental para o bioma Caatinga. Carbono, nitrogênio e fósforo na biomassa microbiana do solo (C-BMS, N-BMS, P-BMS), respiração basal do solo, atividades enzimáticas no solo (fosfatase alcalina e urease), estrutura e abundância de genes ribossomais e funcionais foram avaliados. Quociente microbiano, quociente metabólico, atributos químicos e físicos, atividade da fosfatase alcalina e urease, glomalina facilmente extraível e glomalina total foram determinadas. As amostras de solo foram coletadas em triplicata, por horizontes, em três perfis : desertificado (P1) - Itacuruba (PE) ; em processo de desertificação (P2) - Itacuruba (PE) ; e em Caatinga secundária preservada (P3) - Serra Talhada (PE). Para avaliar a influência dos atributos químicos, físicos e microbiológicos dos Luvissolos sob níveis de desertificação, diminuir a dimensionalidade dos dados e identificar indicadores microbiológicos de qualidade do solo, durante o período seco, e que respondessem significativamente à desertificação foi empregada análise multivariada de ordenamento, para tal foi utilizada a estrutura da comunidade microbiana (DGGE). A abundância dos genes 16S rRNA, 18S rRNA (fungos), nifH (fixação biológica de nitrogênio), amoA (bactérias amônio oxidantes - AOB) e phoD (solubilização de fósforo) foi submetida à análise de variância (ANOVA One-way) e as médias comparadas pelo teste de Tukey (p <0,05), assim como para o C-BMS, N-BMS, P-BMS, respirometria, fosfatase alcalina, urease, glomalina e todas as demais variáveis químicas e físicas do solo. A desertificação resultou em perdas substanciais nos estoques de carbono e nitrogênio, principalmente no horizonte superficial A. Entretanto, constatou-se que a profundidade também detém influência sobre os atributos do solo não sendo possível definir se é o horizonte ou a profundidade que rege a microbiota em solos. A estrutura das comunidades microbianas foi moldada tanto pelo nível de desertificação quanto pelo horizonte pedogenético, contudo algumas sobreposições de comunidades foram identificadas. Na condição de Caatinga preservada foi possível observar uma segregação entre o solo superficial e subsuperficial, já na área desertificada um estreitamento da comunidade foi registrado. E para a área em desertificação, dependendo do gene, oras assemelha-se com a referência, ora com a desertificada. Grande impacto no estoque de carbono do solo foi apontado, apresentando reduções significativas que ultrapassam 60% do montante estocado nos Luvissolos estudados.

Mots Clés  : Microbiologia do solo Luvissolo crômico Carbono Nitrogênio Semiárido

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Page publiée le 17 janvier 2020